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Serviço de Inspeção Federal (SIF)

Atualmente, no Brasil, desde a promulgação da lei federal nº 7889, de 23 de novembro de 1989, há três competências legais nas quais se exercem os serviços de inspeção de produtos de origem animal. São as seguintes:

a) Serviço de Inspeção Federal: registram-se nesse serviço os estabelecimentos que comercializam produtos entre Estados e/ou para exportação;

b) Serviço de Inspeção Estadual: nesse serviço são registrados os estabelecimentos que comercializam produtos para outro município;

c) Serviço de Inspeção Municipal: são registrados nesse serviço os estabelecimentos que comercializam produtos dentro do município.


Assim, os estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Municipal não podem comercializar fora do município de origem, bem como os registrados nos serviços estaduais não podem comercializar fora do Estado de origem.

São competentes para realizar essas inspeções nos estabelecimentos produtores e no transporte, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e as secretarias estaduais e municipais de Agricultura. Já a fiscalização no varejo compete à Secretaria da Saúde, por intermédio da Vigilância Sanitária, serviço que pode ser estadual ou municipal.

Em um estabelecimento de abate de suínos, o animal é submetido a uma série de exames ante e pós morte para garantir ao consumidor final um produto de qualidade: são as denominadas inspeção “ante mortem” e inspeção “post mortem”.

A importância da inspeção “ante mortem”
A inspeção “ante mortem” é de suma importância em um estabelecimento de abate, visto que algumas enfermidades têm sintomatologia somente visível nos animais vivos. No exame “post mortem”, pouca ou nenhuma alteração é detectada.

A constatação de alterações nos animais antes do abate determina sua segregação do lote. Dessa maneira, evita-se a entrada de animais possíveis portadores de doenças infecto-contagiosas (como o tétano e intoxicações) na sala de abate, o que, além de atentar contra a saúde pública, contaminaria as instalações e os equipamentos.

No transporte, o animal pode sofrer estresse. Seu descanso, durante o período de repouso no estabelecimento de abate (de 6 a 24 horas) serve como reposição de energia, para que se adapte ao novo local e seu comportamento seja observado por um médico veterinário que tomará as medidas cabíveis, caso seja detectada alguma alteração.

A importância da inspeção “post mortem”
A inspeção “post mortem” é feita durante a evisceração do animal, após a sangria. É realizado exame macroscópico em suas vísceras e gânglios, a fim de garantir a qualidade do produto antes de ser colocado à disposição do consumidor.

Os locais ou pontos da sala de matança onde são realizados tais exames são chamados “linhas de inspeção” e estão assim padronizadas:

Linha “A1” – Inspeção de cabeça e nodos linfáticos da “papada”;
Linha “A” – Inspeção do útero;
Linha “B” – Inspeção de intestinos, estômago, baço, pâncreas e bexiga;
Linha “C” – Inspeção de coração e língua;
Linha “D” – Inspeção de fígado e pulmão;
Linha “E” – Inspeção de carcaça;
Linha “F” – Inspeção de rins;
Linha “G” – Inspeção de cérebro


Após a realização de todos os exames, a carcaça, considerada própria para consumo, recebe o carimbo de inspeção em partes pré-determinadas, passa por uma toalete final e vai para a refrigeração, aguardando expedição para o consumo. Caso seja detectado algum problema, a carcaça não vai para o consumo, e o médico veterinário toma as providências cabíveis.

A importância do frio na qualidade da carne
O resfriamento da carcaça antes de seu envio para o consumo é muito importante tanto do ponto de vista sanitário como do ponto de vista da garantia de qualidade e de tempo de prateleira (prazo de validade).

O tratamento pelo frio industrial constitui a técnica mais utilizada na conservação de carnes, preservando-as, quer garantido seu transporte à distância, quer possibilitando seu uso para industrialização ou consumo.

O rebaixamento da temperatura aos níveis adequados atua na inibição ou na destruição de microorganismos de putrefação e no retardamento da atividade enzimática, aumentando o prazo de vida comercial da carne. Independentemente do controle dos microorganismos responsáveis pela deterioração, o frio contribui de uma forma muito importante para o controle das infecções e toxinfecções alimentares em virtude da incapacidade da maioria de seus agentes de crescer rapidamente em temperaturas em torno de 4ºC.

Como saber se a carne é inspecionada?

No varejo, vários aspectos podem ajudar ao consumidor saber se o produto que ele está comprando vem de estabelecimento inspecionado. Quando a carne se apresenta em cortes e embalada, o rótulo deve conter todas as informações necessárias para que se saiba qual estabelecimento processou aquele produto, a data do processamento, a data de validade, a temperatura de conservação e a logomarca do serviço de inspeção, que tem um número que identifica o estabelecimento. Quando está em grandes peças, é possível observar os carimbos da inspeção (feito com tinta roxa atóxica) em cujo interior existe um número que identifica o estabelecimento produtor. Se as peças estiverem em cortes e se não houver nenhuma identificação do estabelecimento produtor, o consumidor deverá exigir do varejista a nota fiscal de compra do produto, o que lhe permitirá constatar se a carne veio de estabelecimento registrado ou não.


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Barbusci | Agência Digital
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